quinta-feira, outubro 15, 2009

Chocolate Man

Porque é que este senhor não aparece no 750 da Carris? Levava uma bela dentada...

quarta-feira, setembro 30, 2009

Há poucos dias repeti um gesto que já não me lembrava de fazer: beber água num bebedouro público. Fez-me lembrar os tempos da infância, das corridas no jardim e das brincadeiras no parque infantil que exigiam várias paragens no repuxo para refrescar e recuperar energias. Imediatamente me apercebi que não é hoje comum ver bebedouros novos (eu pelo menos não tenho raparado neles...) nem tão pouco se vê que os pais incentivem os seus filhos a beber água nos existentes. Hoje recorre-se demasiadamente à água engarrafada, supostamente mais segura, à vista do cidadão comum., mas também mais cara e com um peso ambiental muito maior. Nem a propósito, a relatora da ONU para o direito à água fez estas declarações.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Nova Desktop

Pormenor da exposição "Faces" em Kelvingrove Art Gallery and Museum, Glasgow, em Maio 2009.

terça-feira, setembro 08, 2009

Novidades (ou se calhar não)

A boa notícia é que estou a trabalhar novamente e a contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em Portugal e para Portugal. A má notícia é que a situação laboral continua precária. A diferença é que agora vai ser precária por mais tempo. Só não me sinto uma ave rara porque (infelizmente) há muitas mais pessoas na mesma situação em laboratórios do Estado. O abandono da carreira de investigação por pessoas especializadas e competentes, com consequente perda de competências nos locais onde desenvolviam actividade, devido à falta de investimento nas relações laborais, é (demasiado) frequente. Em três anos já assisti a pelo menos 4 destas situações, e refiro-me apenas a pessoas que trabalharam próximo de mim, nem sequer consigo estimar quantas foram em todo o laboratório.
É por causa destas coisas que tenho crises de urticária quando vejo o anúncio "Temos experiência, temos ciência" na televisão....

sábado, agosto 15, 2009

Twitter

Era esta a impressão que eu tinha e a razão de ainda não ter aderido a (mais) esta rede social. Não começam a ser demasiadas e pouco interessantes? Ou estarei a ficar "out"?

sexta-feira, agosto 14, 2009

Campanha Inspiradora

Quem me conhece sabe que eu sou daquelas pessoas que ADORA tomar café. Não é só pelo líquido acastanhado propriamente dito, é por toda a experiência: eu gosto de observar o pacote de açúcar antes de o abrir, assim como à chávena antes de beber (para a avaliar não só pela estética mas essencialmente pelo estado de conservação) e não dispenso a agitação lenta durante algum tempo, geralmente no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. Uma espécie de ritual, de preparação para o que vem depois. Por isso vou me apercebendo das últimas "tendências" em matéria de pacotes de açúcar e de chávenas. Em relação aos pacotes de açúcar, parece que a moda é incluir uma frase , seja da autoria de alguma personalidade (por exemplo, de Einstein ou de Gandhi nos pacotes da Delta) ou da sabedoria popular (os da Nicola, se a memória não me trai). Felizmente ainda há marcas que não seguem a tendência. É o caso do café Torrié, marca que tem um slogan tão original como "Torrié, o café" e que não costumo encontrar em Lisboa. Esta marca tem uma gama de pacotes de açúcar que pretende inspirar os consumidores com desenhos simples mas apelativos, poucas cores e mensagens que se transmitem mais pela ilustração do que pela frase que a acompanha. Eu gostei destes dois:
E de facto se não fossem os pacotes, não seria o café Torrié a fonte de inspiração do que quer que seja, dado o seu péssimo sabor....Portanto, Srs. das companhias de café, ponham os olhos na Torrié e façam uns pacotinhos mais engraçados. E se quiserem fazer um concurso para os avaliar, eu estou disponível para assumir as responsabilidades de presidente do juri. (Foi desta, com tanto calor, o neuróniozinho queimou!)

sexta-feira, julho 31, 2009

Jardinagem

A minha mãe costuma dizer "Quem não tem o que fazer, faz colheres!". Não sei se percebo o que ela quer dizer com isto e prefiro dedicar-me à jardinagem. Juntei alguns vasos, uns que já tinha em casa e outros bem velhinhos que estavam perdidos no sotão, e fiz um mini-jardim na varanda, o pouco espaço ao ar livre que é concedido às pessoas suburbanas. Como vêem, a minha dedicação já começa a dar frutos (neste caso, flores). O próximo passo é o canteiro de ervas aromáticas. Vou começar pelo mais básico, a salsa e os coentros. Alguém tem dicas para dar a esta principiante?

Novos habitantes

Chegaram em Maio e desde então nunca mais houve silêncio em casa. Ele é o amarelo e ela é a azul. Ele é mais aventureiro e já explorou o mundo fora da sua "casa", como a segunda foto documenta. Ela é menos curiosa e mais recatada. Até agora ainda não conseguimos decidir que nomes lhes dar. Começaram por ser chamados de "Rocky & Amiga" mas não pegou. Aceitam-se sugestões!

quinta-feira, julho 23, 2009

Snow Patrol - The Lightning Strike

The Lightning Strike é um tema a 3 partes que integra o último álbum dos Snow Patrol, A Hundred Million Suns. Este álbum tem vindo a tocar com muita frequência no meu mp4 e parece que vai continuar. Fica aqui apenas a primeira parte de um dos meus temas preferidos.

segunda-feira, julho 13, 2009

segunda-feira, julho 06, 2009

Festival ao Largo

Até ao próximo dia 19 de Julho decorre o Festival ao Largo, no Largo de São Carlos, em Lisboa. Uma óptima iniciativa que permite assistir a espectáculos de grande qualidade num ambiente informal de Verão e DE BORLA! O programa inclui dança, música e teatro e para conseguir um lugarzinho sentado só é preciso chegar bem cedo ao local (2 horas antes não é muito cedo!). Eu assisti aos Carmina Burana no sábado passado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e foi excelente. A afluência que se registou nesse dia prova que o povo gosta e quer mais música clássica!

sexta-feira, julho 03, 2009

Adeus ó vai-te embora!

Para mim, que venho de uma terra de campinos e toureiros, o gesto de Manuel Pinho não é nada de mais. Mais chocada fiquei quando este mesmo ministro, em viagem à China, afirmou que os salários baixos são uma vantagem competitiva. Mas se são os cornos que o tiram do governo eu não me oponho.

quarta-feira, julho 01, 2009

Pedido de desculpas

Aos meus queridos seguidores, Cristina e Headache ( e também ao comentador anónimo), por ter dito no post anterior que este é um blog que ninguém lê. Persistência igual à vossa só foi vista na Gália, no ano 50 A.C., numa pequena aldeia de irredutíveis gauleses que resistiram indefinidamente ao invasor romano.

terça-feira, junho 30, 2009

De volta!

Depois de um longo período de ausência, eis que finalmente me decido a postar aqui no Neurónio. Como tudo na vida, também o desemprego tem o seu lado positivo: tempo livre para escrever em blogues que ninguém lê é um deles (estava simultaneamente a tentar lembrar-me de qual é o lado positivo de ter um governo PSD, mas assim de repente não me consigo lembrar...). Esta é já a segunda vez que tento reanimar este blog, vamos ver se entra outra vez em coma profundo ou não...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

O que é preciso

Mas afinal, perguntam vocês, o que é preciso para que esta loira se digne a escrever um post?
Eu também só descobri hoje:
-que falte a luz em casa ao fim da tarde, ficando apenas o portátil a sorrir para mim com as suas luzinhas todas acesas, como que a dizer "anda cá teclar qualquer coizita, que só estamos aqui eu e tu"
Bom Ano de 2008 para todos os que ainda insistem em cá vir espreitar de vez em quando.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Trabalhar na cidade

Eu sou uma privilegiada! Trabalho na cidade, tenho fácil acesso a tudo quanto é comércio, serviços e transportes, mas não tenho de suportar barulho nem poluição. Onde eu trabalho há árvores, relva e canteiros de flores. Só se ouve barulho no Verão, quando as cigarras cantam...Hoje, quando uma das minhas colegas de gabinete estava em frente ao seu computador, surgiu uma osga por debaixo do seu teclado...

terça-feira, setembro 25, 2007

De viagem. Com destino ao Algarve. E com esperança de ainda aproveitar os últimos raios de sol deste Verão, agora sem confusões nem complicações. A meio do caminho o estômago começa a pedir um pouco de atenção. Sai-se da estrada principal, procura-se um restaurante qualquer. E já dentro da povoação lá estava um, de aspecto modesto e asseado. Estaciona-se o carro numa rua próxima, pequena e sem graça. Só brilha a placa com o nome: Rua José Carlos Ary dos Santos. O acaso levou-nos à eterna Vila Morena. Em jeito de homenagem, ao homem e às gentes alentejanas, ficam aqui as palavras do poeta.
"As Portas que Abril abriu"
Era uma vez um país onde entre o mar e a guerra vivia o mais infeliz dos povos à beira-terra. (...) Era uma vez um país de tal maneira explorado pelos consórcios fabris pelo mando acumulado pelas ideias nazis pelo dinheiro estragado pelo dobrar da cerviz pelo trabalho amarrado que até hoje já se diz que nos tempo do passado se chamava esse país Portugal suicidado. (...) Foi então que Abril abriu as portas da claridade e a nossa gente invadiu a sua própria cidade. Disse a primeira palavra na madrugada serena um poeta que cantava o povo é quem mais ordena. (...) Foi esta força viril de antes de quebrar que torcer que em vinte e cinco de Abril fez Portugal renascer. E em Lisboa capital dos novos mestres de Aviz o povo de Portugal deu o poder a quem quis.